Projeto Político Pedagógico

Instituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas
Local da Oferta: Campus Batalha
Nome do Curso: Curso Superior de Tecnologia em Agroindústria
Grau: Superior de Tecnologia
Habilitação: Tecnóloga/o em Agroindústria Eixo Tecnológico: Produção Alimentícia
Turno: Noturno Periodicidade da Oferta: Anual
Vagas: 30 vagas por turma Previsão de Início: 2026.1
Modalidade: Presencial Carga Horária Total: 2.583,33 h
Carga Horária Presencial: 2.300,00 h Carga Horária de Ensino a Distância: 283,33 h
Carga Horária da Prática Extensionista Integrada ao Currículo: 266,67 h Duração Mínima: 5 semestres
Duração Máxima: 10 semestres Código Cine: 0811A02
Ocupações CBO Associadas: 2222-15 – Tecnóloga/o em Alimentos; 2222-15 – Tecnóloga/o em Agroindústria.
Campo de Atuação: Cooperativas e associações. Empresas de armazenamento e distribuição de produtos agroindustriais. Empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos, assessoramento técnico e consultoria. Indústrias e/ou empresas de produção e beneficiamento de produtos alimentícios e não alimentícios. Laboratórios de análises químicas, físico-químicas e microbiológicas de produtos agroindustriais. Órgãos de inspeção sanitária. Institutos e centros de pesquisa. Instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente.
Legislação Profissional: Lei nº 2.800, de 18 de junho de 1956; Resolução Normativa n° 36, de 25 de abril de 1974; Decreto nº 85.877, de 7 de abril de 1981; Resolução Normativa n° 257, de 29 de outubro de 2014.
Endereço: Ifal Campus Batalha



O Curso Superior de Tecnologia em Agroindústria forma profissionais capacitadas/os para atuar em todas as etapas do processo de industrialização de produtos de origem animal e vegetal. Seu foco está na agregação de valor à produção agropecuária, promovendo o desenvolvimento sustentável, a inovação tecnológica e a competitividade das cadeias produtivas. O curso está inserido no eixo tecnológico Produção Alimentícia, atendendo às exigências legais e pedagógicas do Ministério da Educação (MEC) e oferecendo uma formação voltada ao desenvolvimento de competências específicas, com articulação entre teoria e prática, pesquisa aplicada e inovação.

 Assim, o Curso Superior de Tecnologia em Agroindústria consolida-se como uma formação de nível superior estratégica para o desenvolvimento regional e nacional, conectando os avanços científicos e tecnológicos às demandas do agronegócio e das comunidades produtoras, conforme as orientações das políticas públicas para a educação profissional e tecnológica no Brasil. Nesse contexto, o perfil profissional da pessoa Tecnóloga em Agroindústria orienta a organização curricular do curso.



Ao longo da graduação, as/os estudantes desenvolvem competências para planejar, gerenciar e executar atividades relacionadas ao beneficiamento, à conservação, ao controle de qualidade, ao processamento e à comercialização de alimentos e a outros produtos agroindustriais. Os conteúdos abrangem áreas como microbiologia, química de alimentos, biotecnologia, engenharia de processos, gestão da produção, logística, legislação sanitária e sustentabilidade ambiental.

A/o profissional formada/o estará apta/o a atuar em diferentes áreas da agroindústria: desde grandes indústrias alimentícias até cooperativas rurais, agroindústrias familiares, instituições de pesquisa, órgãos de inspeção sanitária e consultorias. Também estará capacitada/o para empreender, desenvolver projetos inovadores e aplicar soluções tecnológicas alinhadas à realidade do setor, sempre com responsabilidade social e ambiental.

 

De acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia, ao concluir o curso, a/o Tecnóloga/o em Agroindústria estará habilitado para:

 

• Gerenciar os processos relacionados ao beneficiamento, industrialização,

 

produção e conservação de produtos agroindustriais, da matéria-prima ao

 

produto final.

 

• Realizar análises laboratoriais da produção de produtos agroindustriais.

 

• Gerenciar a manutenção de equipamentos da agroindústria.

 

• Coordenar programas de conservação e controle de qualidade e desenvolver

 

novos produtos e pesquisa da agroindústria.

 

• Desenvolver, implantar e executar projetos de viabilidade econômica e de

 

otimização da agroindústria.

 

• Vistoriar, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnicos em sua área

 

de formação.

Neste projeto pedagógico, a metodologia é concebida como um conjunto de estratégias didáticas que visam não apenas alcançar os objetivos da graduação tecnológica, mas também promover uma formação integral, crítica e ética das/os estudantes. Para tanto, é fundamental considerar as particularidades das/os discentes, como suas trajetórias, condições socioeconômicas e conhecimentos prévios, orientando-as/os na (re)construção do saber de forma ativa e contextualizada.

 A abordagem metodológica deve partir da problematização da realidade, estimulando a análise reflexiva, o trabalho colaborativo e o desenvolvimento da autonomia, de modo que as/os discentes desenvolvam capacidade para propor soluções inovadoras e transformadoras, alinhadas às demandas do mercado de trabalho e às necessidades globais emergentes.

 Independentemente do formato de oferta dos componentes curriculares, o processo de ensino-aprendizagem deve ocorrer por meio do diálogo entre saberes acadêmicos, populares

e tradicionais, favorecendo construções intelectuais, procedimentais e atitudinais. Essa abordagem implica problematizar o conhecimento a partir de diferentes fontes, compreender a totalidade das relações humanas, respeitar os ritmos de aprendizagem e valorizar a subjetividade do corpo discente.

 Entre os procedimentos didático-pedagógicos propostos, destacam-se: adoção da pesquisa como princípio educativo; a integração e contextualização interdisciplinar dos saberes; a valorização das experiências do corpo discente e da comunidade; o diagnóstico das necessidades de aprendizagem; a produção de materiais didáticos; o planejamento e a avaliação contínua das aulas; o uso de tecnologias; a promoção de atividades coletivas de reflexão; e o desenvolvimento de práticas interativas, como projetos, seminários e debates. Além disso, as atividades práticas laboratoriais e as visitas técnicas constituem eixo central do curso, por representarem o espaço privilegiado de articulação entre teoria e realidade concreta. Essa articulação possibilita refletir sobre os arranjos produtivos locais, fortalecer o compromisso com a transformação social e fomentar o desenvolvimento de novos empreendimentos.

 No compromisso com uma formação pautada na equidade e na valorização das diferenças, o curso contempla estratégias para assegurar a acessibilidade comunicacional a estudantes com necessidades específicas, eliminando barreiras na comunicação interpessoal. Sempre que necessário, serão disponibilizados tradutor e intérprete de Libras/Língua Portuguesa para o acompanhamento das aulas e avaliações, bem como recursos pedagógicos acessíveis, como vídeos legendados e materiais adaptados. Os processos avaliativos poderão ser flexibilizados, de modo que a forma de expressão não prejudique a demonstração do conhecimento adquirido, garantindo o respeito às singularidades das/os estudantes. Tais medidas estão em conformidade com a Lei nº 10.436/2002, o Decreto nº 5.626/2005 e a Portaria MEC nº 3.284/2003.

 Do mesmo modo, será garantida a acessibilidade metodológica, contemplando as necessidades educacionais específicas das/os discentes — sejam elas transitórias ou permanentes — e assegurando uma inclusão educacional efetiva. A adaptação metodológica, que pode envolver desde o uso de métodos alternativos até a flexibilização curricular, é respaldada pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e não constitui responsabilidade exclusiva das/os docentes. Essa definição deverá ser resultado de diálogo entre docentes, coordenação de curso, direção, equipe multiprofissional, estudantes e suas famílias. O Campus Batalha conta com o Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne), que atua no acompanhamento e apoio a essas demandas.



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De acordo com a legislação pertinente, as instituições de ensino superior se submetem a processo avaliativo periódico para obter a renovação do reconhecimento, necessário para a continuidade da oferta. O reconhecimento de curso, assim como suas renovações, transcorre dentro de um fluxo processual composto por diversas etapas e cabe ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a elaboração dos instrumentos de avaliação, a partir de diretrizes estabelecidas pelos órgãos do MEC (Inep, 2017).

 

Na Avaliação Externa são realizadas entrevistas com gestores, membros da CPA, dos NDE, docentes, técnicas/os-administrativas/os e pesquisadoras/es, além de visitas às instalações. Ao final da Avaliação Externa o curso recebe um conceito global e a Portaria de reconhecimento ou renovação de reconhecimento é publicada no Diário Oficial da União, com validade por três anos.





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